segunda-feira, 28 de junho de 2010





Quatro anos se passaram e percebi que ao passo em que minhas maos foram se soltando e tornando-se mais habilidosas, minha mente foi ancorando, minha criatividade viciando e a imaginacao atrofiando.

Meu trabalho agora eh morto antes mesmo de nascer.
Talvez seja como deva ser: apenas enquanto eh.
O resultado.... eh soh resultado. Por natureza, nao mais importa.
Eh figurinha.
Pra guardar, e esquecer.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Obrigado.





por vida,
e coracao.

terça-feira, 15 de junho de 2010



espacos vazios do agora, ali, no tempo de fora.

sábado, 5 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Frio.

Acordei, mais uma vez, pensei: "Tomara que jah esteja amanhecendo!"
Levantei, procurei meu celular na mesa da sala, eram 3:30.
Ao mesmo tempo que tinha que dormir, nao conseguia.
Sentia o frio, em tudo.
Meias, calca, casaco de moleton.
Meu edredon por cima, meu sofah por baixo.
Um frio quieto, silencioso. Ali comigo.

Deu dez pras sete, sai de casa.
Chuva chuva chuva chuva....
E a lembranca, inquietante, de como eu gostava.
O espanto por me ver de baixo de marquises. Acelerando o passo.
Fugindo. Da chuva. Fugindo. Fugindo.

Cheguei na aula, ensopado.
Fiquei na aula, molhado e frio.
Frio frio frio frio frio frio
O mesmo que nao me deixa dormir, mesmo no calor do sofah.
Talvez o sofah tambem nao seja mais quente.

Voltei pra casa. Nao troquei de roupa.
Almocei no Loser's. Tava ruim.
E estava com frio.
Fui pro estagio. Metro lotado, calor humano como abobada, conservando soh o meu frio. Uma estufa invertida.
Na Cinelandia vi neve. Minha perna era dura.

Final de tarde, metro lotado, o gelo.
O tremor. Initerrupto.
De volta em casa, pra ficar.
Fiz comida de crianca. Pra lembrar como eh que era.
Como eh que era nao ter nada, nao ter nada pra lembrar.

Agora, fim de noite.
O que faco desse frio?
Eh tanta roupa. Pareco um rolo de salame.
Eh fim de noite.
E inicio de um momento pior.

Lavando a louca, um tempo antes, algo entrou naquele espaco
entre a pele e a unha.
Sangue sangue sangue....
E nada daquilo sair.
Peguei a faca, passei a lamina por entre a unha e a carne.
Puxei, ateh sair.
O sangue parou logo em seguida.
Nesse momento, estava quente.
A minha mente, desviada.


Entao percebo que esse frio
todo o frio do qual me escondo
nao vem de fora,
e sim de dentro.

avandia lawsuits